A Nefropatia Membranosa é uma doença renal crônica que afeta principalmente os adultos, sendo uma das principais causas da síndrome nefrótica em pessoas com idade entre 30 e 60 anos. Ela é caracterizada pelo espessamento da membrana basal glomerular devido ao depósito de imunocomplexos, resultando em perda de proteínas pela urina (proteinúria) e aumento do risco de complicações renais ao longo do tempo.
Este artigo detalha tudo sobre a Nefropatia Membranosa, abordando causas, fatores de risco, sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção, com foco em informações confiáveis para pacientes, familiares e profissionais da saúde.
No BonaVia Centro Médico, em Recife, contamos com nefrologistas capacitados para identificar precocemente os sinais de nefropatia membranosa e oferecer o tratamento adequado, prevenindo complicações graves.
O que é Nefropatia Membranosa?
A Nefropatia Membranosa é uma glomerulopatia, ou seja, uma doença que atinge os glomérulos — estruturas responsáveis pela filtração do sangue nos rins. Ocorre principalmente devido à deposição de imunocomplexos na membrana basal glomerular, levando ao espessamento da membrana e comprometimento da função renal.
A doença pode ser classificada como:
- Primária (idiopática): quando não há causa aparente. Cerca de 75% dos casos em adultos são primários e frequentemente associados ao anticorpo anti-PLA2R (fosfolipase A2 receptor).
- Secundária: associada a outras condições, como lúpus eritematoso sistêmico, infecções crônicas (hepatite B, C), certos medicamentos (como anti-inflamatórios e penicilamina), cânceres e doenças autoimunes.
Sintomas da Nefropatia Membranosa
Em muitos casos, a Nefropatia Membranosa é silenciosa nos estágios iniciais. Entretanto, os sinais clínicos podem evoluir, especialmente se houver proteinúria significativa. Os principais sintomas incluem:
- Edema generalizado: inchaço, principalmente em torno dos olhos, pés e mãos.
- Proteinúria maciça: presença de grandes quantidades de proteína na urina, que pode deixá-la espumosa.
- Hipoalbuminemia: baixos níveis de albumina no sangue, resultando em cansaço e fraqueza.
- Hiperlipidemia: aumento dos níveis de colesterol e triglicerídeos.
- Hipertensão arterial: nem sempre presente, mas pode se desenvolver com o tempo.
Causas e Fatores de Risco
A Nefropatia Membranosa é causada por reatividade imunológica, levando à deposição de imunocomplexos no glomérulo. Os fatores de risco incluem:
- Idade entre 30 e 60 anos.
- Histórico familiar de doenças renais.
- Infecções crônicas, como hepatite B ou C.
- Uso de medicamentos nefrotóxicos.
- Doenças autoimunes, especialmente lúpus eritematoso sistêmico.
- Alguns tipos de câncer (pulmão, cólon, próstata).
Diagnóstico da Nefropatia Membranosa
O diagnóstico precoce é essencial para prevenir a progressão da doença e evitar insuficiência renal. Ele envolve:
- Exames laboratoriais:
- Urina tipo I e 24h de proteína para avaliar proteinúria.
- Exames de sangue para verificar creatinina, ureia, albumina e perfil lipídico.
- Testes imunológicos, incluindo pesquisa de anticorpos anti-PLA2R.
- Imagem:
- Ultrassonografia renal para avaliar o tamanho e a estrutura dos rins.
- Biópsia renal:
- Confirma o diagnóstico, permite classificar a doença como primária ou secundária, e ajuda a definir o tratamento.
- É o exame padrão-ouro para Nefropatia Membranosa.
Tratamento da Nefropatia Membranosa
O tratamento depende da gravidade da doença, da proteinúria e da função renal. Pode incluir medidas gerais e medicamentos específicos:
1. Medidas gerais
- Controle da pressão arterial, preferencialmente com inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores de receptores de angiotensina (BRA).
- Redução da ingestão de sal para minimizar edema.
- Controle do colesterol e triglicerídeos com dieta e, se necessário, medicamentos.
- Evitar o uso de medicamentos nefrotóxicos.
2. Terapia imunossupressora
Indicada para casos com proteinúria persistente >4g/dia ou função renal em declínio, incluindo:
- Corticoides (prednisona).
- Ciclofosfamida ou clorambucil.
- Inibidores de calcineurina (ciclosporina ou tacrolimus).
- Rituximabe (anticorpo monoclonal anti-CD20), especialmente em pacientes com Nefropatia Membranosa primária.
3. Tratamento da causa secundária
Se a nefropatia for secundária a lúpus, hepatite ou medicamentos, é essencial tratar a causa subjacente.
Prognóstico
O prognóstico da Nefropatia Membranosa varia:
- Cerca de 30% dos pacientes podem evoluir para insuficiência renal crônica em 10 anos.
- Outros apresentam remissão espontânea ou resposta adequada ao tratamento imunossupressor.
- O acompanhamento contínuo com nefrologista é fundamental para monitorar função renal, proteinúria e complicações cardiovasculares.
Prevenção e Cuidados
Embora a Nefropatia Membranosa primária não possa ser completamente prevenida, medidas podem reduzir riscos e complicações:
- Manter pressão arterial e colesterol sob controle.
- Evitar uso prolongado de anti-inflamatórios e medicamentos nefrotóxicos.
- Fazer consultas regulares com nefrologista se houver histórico familiar ou fatores de risco.
- Manter alimentação balanceada e hábitos de vida saudáveis.
BonaVia Centro Médico – Nefrologia em Recife
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