A nefropatia hipertensiva é a lesão renal causada pela hipertensão arterial crônica e mal controlada. Com o tempo, a pressão elevada danifica os vasos sanguíneos renais, levando à perda progressiva da função dos rins.
Trata-se de uma das principais causas de doença renal crônica (DRC) no mundo, muitas vezes evoluindo de forma silenciosa até estágios avançados.
O que é a nefropatia hipertensiva?
Quando a pressão arterial permanece elevada por longos períodos, os pequenos vasos dos rins (arteríolas e glomérulos) sofrem espessamento e estreitamento. Isso reduz a capacidade dos rins de filtrar o sangue de forma adequada, podendo resultar em insuficiência renal crônica.
Fatores de risco
Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver nefropatia hipertensiva:
- Hipertensão arterial não tratada ou mal controlada
- Histórico familiar de hipertensão ou doença renal
- Diabetes mellitus
- Obesidade
- Tabagismo
- Idade avançada
- Consumo excessivo de sal
Sintomas
Nos estágios iniciais, a nefropatia hipertensiva costuma ser assintomática. Com a progressão da doença, podem surgir:
- Inchaço em pernas, tornozelos e ao redor dos olhos (edema)
- Pressão arterial cada vez mais difícil de controlar
- Redução da produção de urina
- Cansaço, fraqueza e palidez (por anemia associada)
- Alterações laboratoriais (ureia e creatinina elevadas)
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado em histórico clínico, exames laboratoriais e de imagem.
- Exame de urina: presença de proteínas (proteinúria).
- Exames de sangue: aumento da creatinina e ureia.
- Ultrassonografia renal: pode mostrar rins diminuídos de tamanho em fases avançadas.
- MAPA (monitorização ambulatorial da pressão arterial): avalia controle da pressão ao longo do dia.
Tratamento
O tratamento tem como objetivo controlar a pressão arterial e preservar a função renal.
- Controle rigoroso da pressão arterial
- Uso de medicamentos anti-hipertensivos (principalmente IECA e BRA).
- Monitoramento frequente da pressão.
- Mudanças no estilo de vida
- Redução do sal na dieta.
- Prática regular de exercícios físicos.
- Manutenção do peso adequado.
- Suspensão do tabagismo e álcool em excesso.
- Controle de comorbidades
- Controle do diabetes e do colesterol.
- Tratamento da anemia e de distúrbios metabólicos.
- Casos avançados
- Diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal).
- Transplante renal, quando indicado.




